Terça-feira, Outubro 20, 2020
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Entenda o que aconteceu nos momentos finais antes da queda do Avião da Chapecoense

Falta de combustível exigido por lei pode ter causado “apagão súbito”
Coronel Fredy Bonilla, secretário de aviação civil da Colômbia, diz que aeronave boliviana deveria ter reserva para se manter no ar e relaciona fato à pane elétrica

O avião da LaMia que caiu em Medellín, na Colômbia, e provocou a morte de 71 pessoas, entre integrantes da delegação da Chapecoense, jornalistas e convidados, não tinha a reserva de combustível obrigatória que permitia que ficasse mais tempo no ar. De acordo com o coronel Freddy Bonilla, secretário de segurança aérea da Colômbia, a empresa não cumpriu as normas, o que foi decisivo para o acidente. Ele explicou que a pane elétrica reportada pelo piloto da aeronave está relacionada à falta de combustível, uma vez que as turbinas são as fontes de energia elétrica, que pararam de funcionar com o tanque vazio.
– Uma das hipóteses é que tenha havido um apagão súbito dos motores por falta de combustível. Os motores são a fonte elétrica. O avião contava com uma turbina reserva adicional, mas se não há combustível, a fonte elétrica se perde completamente.
Na tarde de quarta-feira, o presidente da Associação de Aviadores Civis da Colômbia, Jaime Alberto Sierra, levantou a possibilidade de falta de combustível. Freddy Bonilla evitou dizer diretamente que pane elétrica aconteceu por falta de combustível, mas ressaltou que as fontes de energia do avião são os motores, que precisam de combustível para funcionar.
– A confirmação é que a aeronave não teria combustível no momento de impacto. Mas estamos tomando uma hipótese de que, ao não ter combustível, os motores se desligam e a fonte de energia de qualquer aeronave são os motores. Se não produzem energia, há uma falha total de eletricidade. Existem baterias que dão alguns minutos de energia em uma emergência, mas também é preciso verificar se essas baterias estão devidamente carregadas.
Segundo Bonilla, outros problemas no curso de um voo podem provocar a falta de combustível. Destacou ainda que só foram identificadas anormalidades no percurso sete minutos antes da queda.
– Essa é uma hipótese (a existência de problemas que levem à falta de combustível), um consumo anormal, um vazamento, ou simplesmente não se colocou o combustível necessário.

17h10 – Aeronave da LaMia sai do aeroporto Viru Viru (Santa Cruz de la Sierra) com plano de voo a 30 mil pés direto a Medellín.

20h48 – Aeronave da LaMia entra no espaço aéreo colombiano. Mantém o curso para Medellín e solicita descer a 25 mil pés para iniciar a aproximação, o que é autorizado pelo controle de tráfego aéreo. Inicia uma aproximação normal.

21h20 – Tínhamos uma aeronave colombiana que voava de Bogotá para San Andrés e comunica ao controle de tráfego aéreo que tem um possível vazamento de combustível. O controle ordena proceder a Medellín como alternativa, pela segurança dos passageiros.

21h29 – O controle de tráfego questiona se é necessário um serviço adicional de emergência, e a tripulação responde que já tem a situação controlada. Então ordenamos que continue com a aproximação, dando uma prioridade para que chegue ao solo e seja revisada. A aeronave boliviana que trazia a equipe de futebol brasileira continua sua aproximação normalmente. Não recebemos até então nenhum requerimento especial ou relato de situação anormal.

21h41 – A aeronave colombiana continua sua aproximação. A aeronave boliviana é orientada a fazer aproximação e iniciar procedimentos de sustentação para se manter no ar, sendo autorizada a descer a 21 mil pés. Toda a aproximação é normal.

21h49 – A aeronave boliviana solicita prioridade por um problema de combustível, e o controle de tráfego pede que explique o problema e autoriza início de aproximação à pista. Dois minutos e quarenta segundo depois declara emergência por falta de combustível.

21h52 – A aeronave colombiana chega ao solo. Nessa mesma hora, a aeronave boliviana reporta a emergência por combustível. Isso deixa claro que não há nenhuma interferência de emergência por causa da outra aeronave. Demos simplesmente uma prioridade para assegurar que a outra aeronave fosse revisada em terra. A aeronave boliviana recebe prioridade para fazer a aproximação direta.

21h57 – Cinco minutos depois, a aeronave boliviana reporta falha total elétrica e requer vetores. O controle de tráfego dá apoio, mas minutos depois perde o contato. Se observa a aeronave a nove mil pés, em uma área onde a altura mínima é de 10 mil pés, e se perde a comunicação.

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